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sábado, 30 de janeiro de 2016

Tempo de Pipa em Tiradentes



E aqui na espera pra voltar às origens . Tiradentes : antes de ter Mostra de Cinema sempre foi a Tiradentes do meu sobrenome. Dali veio muito de mim. Sempre é bom voltar às origens.

E desta vez, o chamariz (que saudades do chafariz) é a Mostra de Cinema e o Cinema Nacional.

No último dia 11 assistimos ao Que Horas Ela Volta . O filme da Regina Casé.  Que filme !

Embora goste muito da sétima arte não sou lá um entendido. Só gosto e tento entender. Sempre recorro a amigos e estes me ajudam a degustar a coisa. ( Abraço ao grande Sam Muel ) . Aqui arrisco somente as boas impressões que tive do filme da Casé . Filme da Casé?

Que horas ela volta é um filme de Anna Muylaert com Regina Casé e Camila Márdila . Perdoem-me a diretora e outros atores , mas estas duas foram demais. Nos orgulharam . Mostraram que o cinema brasileiro tem jeito. E se alguma coisa brasileira tem jeito, por quê o país não teria ?


Defini o filme como de crítica social feita com humor inteligente. Daí a graça do filme. Pensante do início ao fim. Tenso em algumas partes.
Pareceu feito para as duas atrizes.

Regina Casé ali não era a do Programa Esquenta . Mas ... era ! Para interpretar Val, como fez,  tinha que ter um pé no meio do povo. As empregadas subservientes ( também olhei no dicionário) e o mundo do faz de conta do abismo ético das relações sociais tocou. Ai daquela (Camila Márdila) que resolver questionar a situação. Outra Verdade Inconveniente , à moda brasileira.


E falou-se de drogas , de sexo , de esnobismo , de ... , da saída que a educação pode dar à questão do abismo social. Quando se tratar de mentes, bastam oportunidades. Eu, como educador ( que orgulho !) aplaudi de pé. Acredito nisto! Eu ,que não sou muito de acompanhar comentários de redes sociais, não resisti . A crítica maior era que o filme terminou sem , sem , ...., hum, ...., sem um fim. Eu , de cá , pensava e comentava com meus amigos de WattsApp que custaram a dormir pensando no filme. Comentava que o modo de encerrar a trama foi genial. Jogou toda a bagagem do filme nas costas e na cabeça de quem estava do outro lado da telinha (ou da telona, aguardo).

Começando a ficar grande a postagem, encerro com o Cícero. Cicero ? Conheço direito também não. Me convidaram pra ver o vídeo e ... babei . Mostra que bom gosto, sensibilidade , humor, e tudo mais, não precisam de grandes produções ( e dinheiro ). Remete de novo ao filme da Casé. Remete ao Cinema Novo e à ' Ideia na Cabeça e Uma Câmera na Mão' .


E salve os novos tempos. E salve Tiradentes.

Vâm Bora !!!







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