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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Bastardo, Tosco, Genial !!!

Arte: expressão do íntimo, da leitura interna do ser !!!

Como forma de expressão, agrada e tem poder de ofensa. Vai depender muito da história pessoal do apreciador. Não, aqui não vamos aprofundar na eterna e controversa função da estética. Não, nem temos  competência pra tanto...

É que admiramos expressões ousadas. Corajosas. Diferentes.

A imitação, a cópia levemente modificada, tem sua função num mundo da produção em série. Mas, qualidade não se consegue sem elaboração (de labore, mesmo, de lavoura, de suor e... sangue. Cerveja? ) e de coragem criadora.

Tudo isto papo-furado para falarmos de Quentin Tarantino. Diretor de cinema que conseguiu que assistíssimos ao mesmo filme 5 vezes num intervalo de ... 5 meses?!!! Ele faz parte dos Bastardos Gloriosos do cinema contemporâneo (o outro seria Pedro Almodóvar , que sugere que Falemos com Ela , a experimentação?).



Muito a aprender com artistas que transformam o tosco em Tosca, e não peço perdão pelo trocadilho; e não sugiro rima.

Como disse um regente da Euterpe Operária : "O segredo ao paladar é o tempero". E deste, o bastardo Tarantino domina como poucos.

#Aos amigos Samuel , Maurício e Jordana que me abrem os olhos para a 7a. arte ... (Quem elaborou o ranking?)



domingo, 14 de setembro de 2014

Os Tons e os Miltons !!!

Tava com saudade deste espaço. Escrever (e ler) são atividades libertadoras.




Assim como ouvir boa música. Há de se ter um tempo para dedicar.
Tarde , mas em tempo, comecei a conhecer a obra de Tom Jobim.Na minha
imaturidade, conhecia o basicão do cara e já achava bom.
Há de se avançar para águas mais profundas...
Por estes tempos comecei a entender a obsessão do Maestro pelas causas
ecológicas. Ali, no meio de árvores e bichos vinha a inspiração.
Ele, discípulo de Villa-Lobos, que também era do ramo florestal.
Obrigado, bancas de revistas, por disponibilizarem CD do Villa.
Difícil de achar. Foi presente de aniversário.


Falando em presentes,show de Milton Nascimento.
Universidade Federal de Lavras investindo em
uma extensão cultural de grande valia.
Nós, o povo, agradecemos.
Agora começo a entender Milton,
Clube da Esquina e estas coisas desses geniais.
Não só reproduz: recria, inova. Agora entendo
quando disseram que certos filmes ,músicas e
outras artes precisam ser "estudadas" para se
dar valor.
Jazz, Beatles,cancioneiro de protesto
latinoamericano e os insuperáveis
"trens de minas":

religiosidade,congado e outras manifestações próprias do "ser mineiro".

(Música Universal :
"Sou do Mundo, eu sou Minas Gerais".).


Um se foi , outro se vai, como os trens desta vida...
Ficam e se perpetuam as boas obras !!!



quarta-feira, 18 de junho de 2014

70 anos Paratodos


70 anos Paratodos

                                Paulinho Veloso


O meu não era paulista
Nem avós , nem  o deles
nada tiveram do chão do Norte
Eles vieram , eu vim
de Holanda, de Uganda, de Angola,
vim com sorte.



Vivi e vi (venci)
Mulheres belas
outras inventadas, no toque
do fino gosto
da lábia, das boas palavras.
Pau que bate em Chico
bate também em quem viveu
e não precisou pagar.




O prazer da descoberta
dos enigmas, das metas
dos nunca aforismos
nem das palavras sempre benditas,
bem ditas ...

Do rio novo, do tom novo
das novidades, dos pares parceiros
dos pais, irmãs , cunhados e genros
da luta não vencida e ainda esperada
dos 70 anos que foram ontem
da obra inimaginável
em um país (ainda )
dos sonhos.

( Como a obra humana,
digna de ser chamada obra,
memorável, celebrável, cerebral,
nos faz sentir a presença de Deus
no talento cordial dos seus filhos ! )

________________________________________________
Esta vai ao Chico Buarque.
Homenagem mesmo é rememorar
a receita (não escondida) do seu gênio.

(Com reverência) :
Canta, Chico !!!





                         Paratodos
                                                              Chico Buarque

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro
Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas
Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro
Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho
Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto
Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista
O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Impossível não se entristecer ...

Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar
_
___________________
Tá bão seu Jair, vou me esforçar. Mas tá difícil .
Tá impossível não se entristecer.
Tá difícil de acreditar. Era a alegria em forma de gente. Gente ...
Pai do Jairzinho ( aquele do Balão Mágico ), Jair  Oliveira
( este grande músico e produtor de hoje) ; e da beleza 
Luciana Mello ( bela voz, belo Almanaque Brasil).
Gente ...

Peço a Deus que quando eu chegar no Carnaval da Eternidade,
deixe  escutar , mais uma vez , a alegria do Jair Rodrigues. 
Ele, Pai Bondoso, que não gosta de tristeza, quando o Louvor 
for no ritmo alegre do samba, permitirá que Jair conduza a Oração. 

Amém. 
Jair Rodrigues : "Teve atitude e fez diferença." 
Valeu !!!!

domingo, 16 de março de 2014

Carnavais do outro mundo !!!


Já explico que escrevo sobre Carnaval em tempos de Quaresma porque faltou tempo
oportuno para escrever antes da Quarta Cinzenta . Posto isto, vamos jogar conversa fora ...

Muito se fala da nostalgia dos antigos carnavais. Muitos tentam resgatar o
Carnaval de Marchinhas , etc.
Aqui começa o problema. O diminutivo : marchinhas. Houve um tempo em que
verdadeiras obras de  fina arte eram feitas para o Carnaval. Valorizava-se a Festa.

Quem costuma ler a coluna do Ruy Castro, na Folha, de vez em quando esbarra com
o conhecimento musical do escritor. Casos e histórias de músicas eternas .

Moacyr Franco, ele mesmo , o Jeca Gay de A Praça é Nossa, produziu pérolas.
Lembremos de "Turbilhão" , aquela Marcha-Rancho de letra e melodia para
serem executadas em Teatros Municipais. "Retalhos de Cetim" ,do nosso
Benito di Paula, é uma crônica carnavalesca emocionante (Hoje chamam de brega).
Quando professor de Ciências, utilizei "Um pequenino grão de areia" como argumento
para aulas de Educação Sexual e escutei de alunos : "Que bonito!".
Não aguento e transcrevo trecho:

"Um pequenino grão de areia
Era um eterno sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
Imaginou coisas de amor
Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pode com ela se encontrar

Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém sabe até hoje afirmar
O certo é que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar."


Dou razão ao aluno :" Bonito mesmo !!!"

Outro amigo gostava da imposição do verbo em "Ride Palhaço",  Lamartine Babo.
Outro lembrava da professora de Faculdade de Engenharia que ouve alguma coisa
lá fora, para a aula, e diz: "Desculpem, mas Pastorinhas não posso deixar de escutar".
Aliás, não se pode deixar de escutar Noel Rosa.










Resta agradecer aos grandes compositores, aos grandes carnavais e aos que nos
apresentaram estas belezas . Músicas e Carnavais de um outro tempo,
de um outro mundo.

(Este foi para Tia Geny Veloso, Efigênio Campos, Gilson Fonseca, Rubens Fonseca,
Chico Capoteiro e a todos os que cantaram "na minha orelha" em churrascos e  viagens.
Valeu !!!).

Obrigado pela visita !!!

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