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sábado, 17 de novembro de 2012

Rabiscando o Sagrado

Alguém disse que em assuntos espirituais quem não evolui, regride. É uma advertência forte, mas creio verdadeira. Sempre há uma maneira melhor para se aproximar de Deus. Os santos descobriram isto e cada um, na sua realidade, procuraram fazê-lo de modo evolutivo.

A prece e a meditação nos levam a um contato mais próximo a Deus. Interessante quando sugerem que basta pedir a Deus duas coisas: Conhecimento de Sua Vontade em relação a nós e Forças para realizá-La. O "conhecer" a vontade de Deus passa pelo meditar nos rastros por onde Ele se encontra. As leituras espirituais são fontes da presença divina e que nos levam a confrontar o nosso eu com a essência espiritual.


Já falei em posts antigos da grande descoberta que me foi a Lectio Divina. Ouvi um religioso dizer da maneira interessante de meditação ao destacar na Bíblia as passagens que nos chamavam atenção. Fiquei meio constrangido. A Bíblia para mim era, confesso, algo para ser "preservado". Sentimento piegas e pouco prático. Embora possua duas Bíblias de estimação: presente de Crisma e  presente de Casamento, a que uso para meditação (Nova Tradução na Linguagem de Hoje) é agora cheia de rabiscos e notas. Aderi.

Hoje , rabiscando o Sagrado, aproximo a minha realidade da de Deus, que quer ficar por perto, que quer fazer parte. Leio, rabisco, medito,oro e escuto.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Alcoolismo: comportamento previsível !!!

Texto retirado de http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/1181389-ex.shtml

Ex

RIO DE JANEIRO - Prometi-me não escrever mais sobre Adriano, o ex-Imperador, ex-atleta, ex-jogador. Aos 30 anos, sua carreira no futebol está encerrada. Todas as tentativas para recuperar seus tendões, fazê-lo perder 20 kg e botá-lo em forma, por mais bem planejadas, fracassarão. A tendência é a de que as notícias a seu respeito logo deixem as páginas de esporte e se mudem para outros cadernos dos jornais.
Mas, se o jogador não é mais personagem, resta o homem --e é este que, mais do que nunca, está em perigo. O Flamengo, clube que o revelou e do qual ele se afastou de vez nesta segunda-feira, mantinha-o "treinando" por medo de que, sem o futebol, Adriano emburacasse de vez. A intenção era louvável, mas inútil. Ele já emburacou. Não tem mais controle sobre seu comportamento. Quem o comanda é o álcool.
Adriano sobe aos palcos ou à mesa dos botequins e se diz "orgulhoso de ser da favela", que "tem dinheiro, mas não precisa dele" e é vítima "da inveja". É a prepotência em pessoa. Não admite seu único problema: o de que sua vontade tornou-se uma combinação de água, malte de cevada e lúpulo.
Ainda não chegou ao estágio em que o sentimento de culpa faz com que o alcoólatra cogite sinceramente interromper o consumo (mas não consegue, porque o organismo já fala mais alto do que o cérebro). E, pelo tom eufórico de suas aparições, sempre registradas pelas câmeras, ainda não foi tomado pela depressão e pela inércia. Mas tudo isto --culpa, depressão, inércia-- sobrevirá, e não terá a ver com o fato de ele estar "treinando" ou não. Será apenas uma fase inevitável do processo.
A única chance para o homem Adriano seria uma internação de pelo menos seis meses em clínica especializada e de regime fechado. Mas os alcoólatras têm uma lógica própria. Não se envergonham da doença --só do tratamento.
Ruy Castro Ruy Castro, escritor e jornalista, já trabalhou nos jornais e nas revistas mais importantes do Rio e de São Paulo. Considerado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda. Escreve às segundas, quartas, sextas e sábados na Página A2 da versão impressa.

COMENTÁRIO DO BLOG:  O escritor Ruy Castro há algum tempo assumiu o seu problema com alcoolismo. Conhece do tema e sabe da evolução da doença. Chama a atenção as duas últimas frases de sua brilhante crônica:" (...) os alcoólatras têm uma lógica própria. Não se envergonham da doença --só do tratamento."

domingo, 11 de novembro de 2012

Vida Longa aos Livros ( e aos sebos)

Há algum tempo queria falar aqui sobre os sebos. O Ruy Castro, escritor que admiro  e leio, em uma de suas colunas da Folha me motivou. Sugiro que leia o texto do Ruy e a gente continua a conversa.



http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/1183566-perecivel-mas-indestrutivel.shtml

O motivo de os livros estarem no sebo não me interessa tanto. Há livros novos no sebo, não se enganem. De tão novos, muitas vezes o preço não me atrai tanto e acabo ficando com os menos conservados. Em São Tomé das Letras encontrei um O Homem Que Matou Getúlio Vargas, do Jô Soares, em ótimo estado, por 18 reais. Por motivos de gosto alheio, não tinha a quantia na hora e fiquei sem a pechincha. Mas lá volto, pelo Jô , ou por outro bom autor.

Há também o bom papo em sebos. Se você tiver a graça de encontrar o proprietário à sua disposição, se prepare para uma conversa de alto nível. Quem conhece o João, que foi dono do meu sebo favorito em Lavras, sabe do que estou dizendo. O João está em outros caminhos profissionais (desejo sucesso, você merece !!!) e agora frequento o Sebo Quaquira, na Pça Dr. Jorge, também muito bom.

Gosta de ler, visite um sebo. Vá sem pressa. Garimpe.

Não gosta de ler e ganhou um livro? Faça um bom negócio: venda-o a um sebo. Você fará um leitor feliz!!

PS: Se tem livros para doar, entre em contato comigo através do blog : você estará fazendo um Paulinho feliz !!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Ditadura do Celular

Há pessoas que fazem com que as coisas fiquem especiais. Uma que convivo apelida-se Duda. Consegue colocar humor refinado, no modo de falar e colocar as palavras, como poucos.

Ontem falava sobre a sociedade neurotizada que vivemos: Muito barulho nas Igrejas.,falta de cordialidade no trânsito,pressa, muita pressa. Tudo colocado de modo engraçado. Aí ele deu show ao falar do uso do celular.

Antigamente os malucos eram logo notados quando falavam sozinhos. Com o advento do celular, falar sozinho pelas ruas se justifica. O aparelho não é acessório, faz parte do indivíduo. Quer se comunicar com o sujeito, ele tira o fone de ouvido como se fosse o pior ato do mundo, uma agressão à sua individualidade. Não se tem um celular, ele nos possui.

Pérolas, Duda, pérolas.

Um dos meus melhores amigos do momento me passou uma sentença: "Paulinho, o celular tem que estar ao seu lado e você deve conferir sempre se alguma ligação passou desapercebida..." Ah, tá , João. Sabe quando você consegue obter aquela posição no sofá? Aí o danado toca lá não sei onde?

É... não se vive sem o danado...! Já se viveu sem ele ????

Obrigado pela visita !!!

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