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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Tiro e Queda- Caderno Gerais

Ok, ok , sou filho do Sô Rubens e gosto de jornais. É a fonte do meu Big Brother da vida real. Estranho é você gostar de discutir os acontecimentos do Reality Show (seriam reais mesmo? E a revelação jornalística beira a verdade?) e virar o nariz ao me ver ler as minúcias do noticiário.

Beleza. Não  era nada disto que queria falar, como sempre. É que leio diariamente, quando posso, o Estado de Minas Digital. Um amigo quase me matou quando disse a ele que pagava 5 reais mensais para ter acesso ao conteúdo integral do jornal impresso. Tendo em vista que tem gente que "investe" muito mais em coisas discutíveis : continuo com minha assinatura. Falei !!!

Então... Tem um Caderno no EM chamado Gerais. Ali pouca coisa me interessa. Mas tenho que clicar ali para ler a crônica do Tiro e Queda. Aprendo muito com o philosopho. Escreve de maneira muito engraçada, de maneira ímpar. Assuntos do tipo impensáveis. Gosto.

Ainda não terminei de ler a coluna do Eduardo Almeida Reis, o philosopho, e ele conseguiu com que eu parasse a leitura e me dirigisse para o blog. É que ele mexeu comigo. Sabem aquela coisa de Caetano, do avesso do avesso do avesso. Pois é, vou citar o Eduardo , que cita Renato Zupo, juiz de Direito de Araxá. Ele, philosopho, chama sua citação de Sintonia. Gostei. Estou sintonizado com as ideias dos dois. Vou transcrever CTRL C +CTRL V  e veja se você também está sintonizado. Vejamos:

"Sintonia
Tenho ideias muito parecidas com as do excelente Renato Zupo, que é juiz de direito no Araxá, enquanto não passo de modesto cronista de aldeia com experiência de quatro dias como advogado do Sindicato dos Padeiros do Estado da Guanabara.

Hoje, peço licença ao ilustre magistrado para transcrever parte de um texto seu publicado na revista Justiça, em julho de 2012. Vamos lá. “OS INFATIGÁVEIS – Imagino como deve ser frustrante a profissão de policial. O sujeito ganha pouco e convive com marginais do pior tipo, perde noites e dias de convívio com gente decente, com seus familiares mais queridos para se imiscuir em bocas de fumo e trocar tiros com traficantes. Depois de sangue, suor e lágrimas (quase literais), prende bandidos, gente que nos faz mal, gente que nos põe medo. E o que acontece em seguida? Vê o criminoso solto por conta de uma legislação que nem se pode chamar de branda, é uma verdadeira calça-arriada, é um abrir de pernas para a bandidagem, é um "liberou geral". Vê uma tecnicalidade em mãos de um advogado habilidoso se transformar em chave para a abertura da porta da cadeia para o marginal arduamente preso. Vê um magistrado bonzinho, que quer recuperar o criminoso e ressocializá-lo, colocar o réu em prisão domiciliar ou recomendar seu acompanhamento por psicólogos, ou diminuir-lhe a pena pela leitura ou por laborterapia. É mais ou menos assim: leu "Chapeuzinho Vermelho"? Um dia a menos de pena. Plantou alface na horta do presídio? Uma semana a menos de pena. São, mesmo, incansáveis os nossos policiais. São infatigáveis. Têm que ser. Se não forem, se desistirem de nos proteger, coitada da nossa sociedade.”

COMENTÁRIO DO BLOG : Sintonizado com o juiz de Araxá !!!

terça-feira, 24 de julho de 2012

João Ubaldo: Viva o Povo Brasileiro

Gosto dos baianos. Gosto da música baiana. Dos pensadores baianos. Bahia...

Alguém disse que a inteligência brasileira nasceu forte na Bahia e perdeu a força ao andar pelo
Brasil. Fora os exageros, coincide que grandes figuras da arte em geral (onde espero encontrar os melhores pensadores) são baianos. Viajando a Porto Seguro, percebi que o baiano comum, aquele que te recebe nos serviços cotidianos, tem uma dose de talento diferenciado. Não tem jeito , gosto da Bahia.

Certa vez, em um DVD, Marisa Monte dizia que estava lendo Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro. Gosto demais da Marisa e uma dica dela não se despreza. Havia ouvido falar dele pelo O Sorriso do Lagarto, série da Globo que na época não me interessou. E... fui ao livro da Marisa, ou melhor, do João Ubaldo.

Amigos, está , sem dúvida, entre os 10 melhores que li. Grossão, tá certo, mas é impressionante a forma que ele nos prende. Se não tomar cuidado, se relega coisas importantes a segundo plano por causa do mardito. Coisa de escritor baiano. Leiam e me contem. Ah, uma experiência boa: tinha um colega professor afeito a boas literaturas. Combinamos de ler juntos o livro para comentar. Muito legal, parecíamos aquelas comadres noveleiras que julgavam os personagens.

Enfim, gosto também do Programa Roda Viva da TV Cultura, que também passa na TV Brasil ( e Rede Minas por consequência). Cheguei de um compromisso e fui logo querendo saber quem seria o entrevistado. Para minha alegria estava lá o velho Ubaldo, bom baiano. Falar grosso que lembra Caymmi, incisivo como Caetano e Gil , lúcido como os grandes eruditos baianos que não se ensoberbecem pela sua cultura, antes a usam como um modo de simplificar os grandes pensamentos.

Deixo aí para vocês ( e para mim ) uma boa conversa com o homem do Viva o Povo .

segunda-feira, 16 de julho de 2012

À minha Virgem do Carmo






A mais linda imagem que vi
Ali na minha S.João
Passava com gosto pelo lugar
Apreciava, bom lugar para rezar
A Deus, com minha Virgem do Carmo.

Não entendia ainda a devoção
Não conhecia a história de Simão
Mas sei contemplar a beleza
De uma Mãe, na sua natureza
De Mãe, não precisa muita explicação.

Escapulário, vi muitos usarem
Não entendia o significado
Seria um sinal de cuidado
contra o pecado que teima em vir?
Depois o vi como um compromisso
Nada mais do que isso
Eu amo a minha Mãe e ela
Me faz amar o seu filho !!!

Quando for a São João dos Reis
Visite a Mãe do Carmo
Contemple sua beleza
E , nunca se esqueça
Não há alegria que se compare
Àquela que nos espera
Quando partimos desta Terra
E encontrarmos com a ternura
Da Mãe do Carmo, a Mãe do Céu.

Obrigado pela visita !!!

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