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terça-feira, 5 de julho de 2011

Vejam só que cilada o amor me armou...

Caetano Veloso e a baiana Maria Gadú ... hein, ela não é baiana ? O que me importa é que ela tem o espírito dos bons baianos. Bom baiano é aquele que traduz tudo em beleza, em alegria, de forma inteligente

Bom, conversa a parte, o DVD que curto agora é este que reúne estas duas grandes peças da atual e da permanente MPB.

È nitido o carinho de Caetano pela neta e a admiração da neta ao avô.Até musicalmente falando.

A Trem das Onze ficou parecendo um concerto sinfônico.

O Shimbalauê é como um mimo de Cadú ao mestre Caetano acalentar.

O quê, Cadú só tem 24 anos? Com esta performance de grande diva da MPB? Ah, tem certeza que não é baiana ?

Olha, vale a pena conferir o encontro.

Para os amigos do Blog vai esta pérola de Caetano. Conheci esta música em 86 e me apaixonei pela construção da letra.
Tirem suas conclusões :






O Quereres
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock?n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente impessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim

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